AUTORIDADE PEDAGÓGICA EM CONTEXTOS DEMOCRÁTICOS: ASSIMETRIA, LEGITIMIDADE E CONDIÇÕES DA MEDIAÇÃO EDUCATIVA

Autores

  • Marcelo Miguel Ribeiro Rodrigues Autor
  • Joelson Lopes da Paixão Autor
  • Rayane Emanuelle de Oliveira Valentim Autor
  • Samuel Gonçalves Pinto Autor
  • Rafael Ribeiro Nascimento Autor
  • Ártaga Paulino Freires  Autor
  • Edilene Marques dos Santos Autor
  • Benedito Wagner Vieira Autor

DOI:

https://doi.org/10.46550/q3djav31

Palavras-chave:

Autoridade pedagógica; Legitimidade educativa; Mediação docente; Autonomia do estudante; Instituição escolar.

Resumo

 

A discussão sobre autoridade pedagógica costuma oscilar entre a nostalgia de formas hierárquicas superadas e a suspeita generalizada de que toda assimetria educativa seria autoritária. Este artigo examina um problema situado entre esses extremos: como se sustenta a legitimidade da mediação educativa em contextos institucionais que assumiram valores democráticos, horizontais e participativos. Trata-se de ensaio teórico-analítico, construído por revisão narrativa de literatura filosófica, sociológica e pedagógica sobre autoridade, instituição e ensino. O argumento organiza-se em quatro movimentos. Primeiro, distingue autoridade de poder, disciplina e autoritarismo, recuperando a diferenciação entre potestas e auctoritas e sustentando que a autoridade educativa se define pela dispensa da coerção. Segundo, separa o plano da fonte da autoridade do plano da justificação pública da assimetria, o que permite acomodar, sem falsa equivalência, posições divergentes quanto ao lugar da argumentação na relação educativa. Terceiro, sustenta que o enfraquecimento das formas tradicionais de autoridade não constitui decadência moral, mas efeito estrutural da adoção de princípios democráticos e do declínio do programa institucional que antes convertia posição em legitimidade. Quarto, propõe que a autoridade pedagógica legítima se sustenta pela articulação de três condições interdependentes: epistêmica, relacional e institucional. A contribuição do artigo não reside na identificação dessas dimensões, já presentes de modo disperso na literatura, mas em sua articulação como modelo de diagnóstico diferencial, que associa tipos distintos de fragilização a respostas igualmente distintas. Reconhece-se como limitação a ausência de evidência empírica primária e a variabilidade dos contextos formativos considerados.

Biografia do Autor

  • Marcelo Miguel Ribeiro Rodrigues

    Doutorando em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi.

  • Joelson Lopes da Paixão

    Mestre em Engenharia Elétrica pela UFSM, com diversas especializações em Educação e Ensino.

  • Rayane Emanuelle de Oliveira Valentim

    Doutora em Educação pela UFRN. Professora do IFRN.

  • Samuel Gonçalves Pinto

    Doutor em Ciências do Exercício e do Esporte pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

  • Rafael Ribeiro Nascimento

    Mestrando em Teologia pela Faculdade Teológica Sul Americana.

  • Ártaga Paulino Freires 

    Doutora em Ciências da Educação pela Universidade Nove de Julho.

  • Edilene Marques dos Santos

    Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente da Universidade Evangélica de Goiás.

  • Benedito Wagner Vieira

    Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente da Universidade Evangélica de Goiás.

Publicado

2026-09-09

Edição

Seção

Artigos