AVALIAR É EXCLUIR? A VIOLÊNCIA INVISÍVEL DA AVALIAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR

Autores

  • Rafael Soares Silva Universidade Estadual do Ceará, Ceará, Brasil Autor
  • Marcelo de Barros Lima Universidade Federal do Ceará, Ceará, Brasil Autor
  • Thayane Nascimento v Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil Autor
  • Nádia Fernanda Martins de Araújo Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil Autor
  • Aline Mendes Medeiros Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil Autor

DOI:

https://doi.org/10.46550/p3fp5a16

Resumo

Este ensaio teórico problematiza os paradigmas tradicionais de avaliação no Ensino Superior, propondo sua reconfiguração como prática ética de cuidado fundamentada na alteridade e justiça cognitiva. Analisa-se como a matriz meritocrática hegemônica e opera como dispositivo de exclusão ao patologizar diferenças e invisibilizar trajetórias dissidentes. A partir do diálogo entre a filosofia levinasiana, as epistemologias do Sul e os estudos críticos sobre deficiência, defende-se que avaliar constitui ato político-pedagógico de reconhecimento da vulnerabilidade como potência. A discussão articula os conceitos de justiça cognitiva e cuidado como fundamentos para ecologias avaliativas pluralistas, capazes de acolher múltiplas formas de saber e existência. Conclui-se pela urgência de princípios avaliativos centrados na negociação dialógica, diversificação metodológica e responsividade ética, condição essencial para que a universidade cumpra sua promessa democrática e inclusiva.

Biografia do Autor

  • Rafael Soares Silva, Universidade Estadual do Ceará, Ceará, Brasil

    Professor Adjunto de Ensino de Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Pós-doutor em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (UFRRJ) e em Química (USP). Doutor em Ensino de Ciências e Matemática. Licenciado em Química, Educação Especial e Pedagogia. Atua na formação de professores da área de Química e Ciências e desenvolve pesquisas sobre ensino de Ciências, ensino de Química e educação especial. Coordenador do GeQuIN – Grupo de Estudos em Química, Inclusão e Novas Metodologias.

  • Marcelo de Barros Lima, Universidade Federal do Ceará, Ceará, Brasil

    Professor efetivo da rede estadual do Ceará (SEDUC). Mestre em Ensino de Ciências e Matemática (ENCIMA/UFC) e licenciado em Química pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Atuou como Professor Supervisor do PIBID/Química/FACEDI. Atualmente é Coordenador Escolar e Tutor Presencial do curso de Licenciatura em Química (UECE/EAD), no município de Amontada–CE.

  • Thayane Nascimento v, Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil

    Chefe da Divisão de Educação Inclusiva na Secretaria municipal de Ensino- SEMEC/Teresina-PI. Doutoranda em Linguística (UFPI). Mestre em Educação Especial e Inclusiva (UEMA). Licenciada em Pedagogia e Letras- Libras. Atua na formação de professores da área de Libras e Educação Especial Inclusiva e desenvolve pesquisas sobre avaliação inclusiva, formação de professores, Libras, educação de surdos e educação especial. Pesquisadora colaborada do GeQuIn- Grupo de Estudos em Química, Inclusão e Novas Metodologias.

  • Nádia Fernanda Martins de Araújo, Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil

    Professora Assistente de Libras da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Doutoranda em Educação (UFMG). Licenciada em Pedagogia e Letras-Libras. Desenvolve pesquisas sobre letramento como prática social, ensino de Libras, formação de professores e educação especial.

  • Aline Mendes Medeiros, Universidade Federal do Piauí, Piauí, Brasil

     Professora Assistente da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Doutoranda em Educação (UFMA). Mestre em Educação (UFMA). Licenciada em Pedagogia (UESPI). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Educação Especial e Inclusiva na Educação Básica e Superior (UFMA). Desenvolve pesquisas e concentra seus estudos na área de Educação com ênfase no uso e ensino de Libras, atuando principalmente nos seguintes temas: inclusão educacional de surdos e práticas inclusivas.

Publicado

2026-01-21

Edição

Seção

Artigos