AVALIAR É EXCLUIR? A VIOLÊNCIA INVISÍVEL DA AVALIAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR
DOI:
https://doi.org/10.46550/p3fp5a16Resumo
Este ensaio teórico problematiza os paradigmas tradicionais de avaliação no Ensino Superior, propondo sua reconfiguração como prática ética de cuidado fundamentada na alteridade e justiça cognitiva. Analisa-se como a matriz meritocrática hegemônica e opera como dispositivo de exclusão ao patologizar diferenças e invisibilizar trajetórias dissidentes. A partir do diálogo entre a filosofia levinasiana, as epistemologias do Sul e os estudos críticos sobre deficiência, defende-se que avaliar constitui ato político-pedagógico de reconhecimento da vulnerabilidade como potência. A discussão articula os conceitos de justiça cognitiva e cuidado como fundamentos para ecologias avaliativas pluralistas, capazes de acolher múltiplas formas de saber e existência. Conclui-se pela urgência de princípios avaliativos centrados na negociação dialógica, diversificação metodológica e responsividade ética, condição essencial para que a universidade cumpra sua promessa democrática e inclusiva.
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Copyright (c) 2026 Rafael Soares Silva, Marcelo de Barros Lima, Thayane Nascimento v, Nádia Fernanda Martins de Araújo, Aline Mendes Medeiros (Autor)

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