A CONSTITUIÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL (IP) DE PROFESSORES(AS) FORMADORES(AS) DE PROFESSORES(AS) QUE ENSINAM MATEMÁTICA (PFPEM): UMA PROPOSIÇÃO TEÓRICO-ANALÍTICA PARA A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.46550/75zvxg47Resumo
Este artigo tem por objetivo discutir, em perspectiva teórico-analítica, os processos de constituição e desenvolvimento da Identidade Profissional (IP) de professores(as) formadores(as) de professores(as) que ensinam Matemática (PFPEM). Parte-se do entendimento de que a identidade profissional docente não é atributo fixo, linear ou meramente individual, mas movimento histórico, relacional, situado e permanentemente reconstruído nas experiências de formação, nas práticas institucionais, nas relações com os pares, nas políticas educacionais e nos modos de significar a Matemática, seu ensino e sua função social. A investigação assume natureza qualitativa, bibliográfica e interpretativa, articulando contribuições dos estudos sobre identidade, profissionalidade docente, desenvolvimento profissional e formação de professores que ensinam Matemática. O referencial teórico mobiliza autores como Dubar (2005), Hall (2015), Ciampa (2007), Nóvoa (1992, 1995, 2017), Marcelo (2009), Pimenta (1999), Tardif (2014), Shulman (1986, 1987), Wenger (1998), Beijaard (2004), Meijer e Verloop (2004), além de produções recentes da Educação Matemática brasileira, especialmente Cyrino (2017, 2018, 2021), De Paula (2017, 2018, 2020), Fiorentini (2005, 2013), Nacarato (2020), Ponte (2002, 2016, 2020), Oliveira (2022) e Richit (2020). Como contribuição original, propõe-se a noção de matriz identitária do formador de professores que ensinam Matemática, constituída por seis eixos analíticos: biográfico-narrativo, epistemológico-matemático, didático-formativo, institucional-profissional, político-ético e colaborativo-investigativo. Defende-se que a identidade profissional de PFPEM se constitui no entrecruzamento entre ser professor(a), ser formador(a), ser pesquisador(a), ser sujeito institucional e ser agente político da formação matemática. Conclui-se que a consolidação da IP de PFPEM requer programas de formação inicial e continuada que superem a racionalidade técnica, valorizem a reflexão sobre a prática, fortaleçam comunidades formativas e reconheçam a docência como profissão intelectual, ética, política e socialmente comprometida.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Anderson Barros da Silva, Priscila Bernardo Martins (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.