AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: TENSÕES ENTRE EQUIDADE, PADRONIZAÇÃO E DIREITO À APRENDIZAGEM

Autores

  • Daiane de Lourdes Alves Velho Saint Alcuin of York Anglican College Autor
  • Edilamar Nava Bicego Saint Alcuin of York Anglican College Autor
  • Paula Grasiela Martini Saint Alcuin of York Anglican College Autor
  • Claudiomiro dos Santos Pereira Saint Alcuin of York Anglican College Autor
  •  Wilma Angélica da Silva Universidade do Estado de Mato Grosso, Brasil Autor

DOI:

https://doi.org/10.46550/gyf14209

Resumo

As avaliações externas em larga escala assumiram posição estratégica nas políticas educacionais brasileiras, produzindo indicadores utilizados no acompanhamento da aprendizagem, na formulação de políticas públicas e na organização dos sistemas de ensino. Ao mesmo tempo, a consolidação da educação inclusiva ampliou o reconhecimento do direito de todos os estudantes à participação, à aprendizagem e à permanência na escola comum. A convivência entre esses dois movimentos, entretanto, produz tensões quando instrumentos construídos a partir de parâmetros comuns de desempenho são aplicados a estudantes cujas trajetórias escolares, formas de comunicação e modos de aprender são heterogêneos. Este artigo analisa as relações entre avaliação externa, equidade e educação inclusiva, com atenção à participação do público da Educação Especial no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP). Trata-se de estudo qualitativo, bibliográfico e documental, desenvolvido mediante análise interpretativa de documentos normativos e produções acadêmicas relacionadas à avaliação educacional e à inclusão. A discussão demonstra que houve avanços importantes quanto à acessibilidade e à participação dos estudantes, mas permanecem limites relacionados à padronização dos critérios de desempenho e à interpretação dos resultados. Argumenta-se que a presença do estudante nos exames não garante, por si só, equidade avaliativa. Para que a avaliação contribua efetivamente para uma escola inclusiva, seus resultados precisam ser interpretados em articulação com o contexto pedagógico, as barreiras enfrentadas e os diferentes percursos de aprendizagem.

Biografia do Autor

  • Daiane de Lourdes Alves Velho, Saint Alcuin of York Anglican College

    Doutoranda em Educação pela Saint Alcuin of York Anglican College

  • Edilamar Nava Bicego, Saint Alcuin of York Anglican College

    Mestranda em Educação pela Saint Alcuin of York Anglican College

  • Paula Grasiela Martini, Saint Alcuin of York Anglican College

    Mestranda em Educação pela Saint Alcuin of York Anglican College

  • Claudiomiro dos Santos Pereira, Saint Alcuin of York Anglican College

    Mestrando em Educação pela Saint Alcuin of York Anglican College

  •  Wilma Angélica da Silva, Universidade do Estado de Mato Grosso, Brasil

    Mestra em Educação Inclusiva pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), por meio do Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva (PROFEI)

Publicado

2026-08-14

Edição

Seção

Artigos