ENTRE ALGORITMOS E DECISÕES PEDAGÓGICAS: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, AUTONOMIA DOCENTE E PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Autores

  • Daiane de Lourdes Alves Velho Saint Alcuin of York Anglican College Autor
  • Sandra Maria dos Santos Vital Saint Alcuin of York Anglican College Autor
  • Leonardo Gomes Barbosa American Global Tech University Autor
  • Tadna Rios Figueredo Almeida American Global Tech University Autor
  • Suetânia Rios Pagnussatt Universidad Europea Del Atlântico Autor
  • Eliane Terezinha Dapper American Global Tech University Autor

DOI:

https://doi.org/10.46550/hdsbe130

Resumo

A presença crescente de plataformas digitais e sistemas de inteligência artificial na educação básica vem alterando não apenas os recursos disponíveis ao professor, mas também os modos de planejar, acompanhar e avaliar o trabalho pedagógico. Este artigo analisa as relações entre inteligência artificial, planejamento pedagógico e autonomia docente, buscando compreender em que condições a incorporação dessas tecnologias pode apoiar a prática educativa sem deslocar do professor a responsabilidade intelectual, ética e pedagógica pelas decisões de ensino. Trata-se de estudo qualitativo, de natureza bibliográfica e interpretativa, construído a partir de produções recentes sobre tecnologias digitais, inteligência artificial, gestão educacional, formação docente, cidadania digital e autonomia escolar. A análise foi organizada em três eixos: a reorganização do planejamento pedagógico mediado por tecnologias; a tensão entre apoio tecnológico e padronização das práticas; e as condições formativas, éticas e institucionais necessárias a uma integração responsável da inteligência artificial. Os resultados indicam que ferramentas digitais podem ampliar possibilidades de organização, personalização, acompanhamento e diversificação das estratégias didáticas, porém seus efeitos dependem da intencionalidade pedagógica, da leitura crítica dos dados, da infraestrutura disponível e da participação dos profissionais da educação nas decisões. Evidencia-se, ainda, que a adoção acrítica de plataformas pode intensificar mecanismos de controle, reduzir espaços de autoria docente e reproduzir desigualdades. Conclui-se que a inteligência artificial adquire sentido educacional quando permanece subordinada ao projeto formativo da escola e à mediação humana, sendo indispensáveis políticas de formação continuada, transparência algorítmica, proteção de dados, equidade de acesso e fortalecimento da autonomia pedagógica.

Biografia do Autor

  • Daiane de Lourdes Alves Velho, Saint Alcuin of York Anglican College

    Doutoranda em Educação pela Saint Alcuin of York Anglican College

  • Sandra Maria dos Santos Vital, Saint Alcuin of York Anglican College

    Doutoranda em Educação pela Saint Alcuin of York Anglican College

  • Leonardo Gomes Barbosa, American Global Tech University

    Mestrando em Ciências da Educação com Especialização em Tecnologias na Educação pela American Global Tech University

  • Tadna Rios Figueredo Almeida, American Global Tech University

    Mestranda em Ciências da Educação com Especialização em Tecnologias na Educação pela American Global Tech University

  • Suetânia Rios Pagnussatt, Universidad Europea Del Atlântico

    Mestranda em Ciências da Educação com Especialização em Formação de Professores pela Universidad Europea Del Atlântico

  • Eliane Terezinha Dapper, American Global Tech University

    Mestranda em Ciências da Educação com Especialização em Tecnologias na Educação pela American Global Tech University

Publicado

2026-08-25

Edição

Seção

Artigos