DA EDUCAÇÃO INFANTIL AO ENSINO FUNDAMENTAL: TRANSIÇÃO, CONTINUIDADE EDUCATIVA, ACOLHIMENTO E EQUIDADE

Autores

  • Aliny Jorge Torres Universidad Del Sol, Paraguai Autor
  • Terezinha Torres Ribeiro Farias Universidad Del Sol, Paraguai Autor
  • Fernanda Magalhães Lobo Oliveira Universidad Del Sol, Paraguai Autor
  • Liana de Oliveira Bandeira Universidad Del Sol, Paraguai Autor
  • Anne Lis Timbó Martins Universidad Del Sol, Paraguai Autor
  • Francisca Aline Teixeira da Silva Barbosa World University Ecumenical, Estados Unidos Autor

DOI:

https://doi.org/10.46550/tz5v9r88

Resumo

A transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental constitui um momento significativo da trajetória escolar das crianças, envolvendo mudanças nos espaços, tempos, relações, rotinas e formas de organização das experiências pedagógicas. Este ensaio teórico tem como objetivo discutir a transição entre essas etapas como uma política institucional de continuidade educativa, acolhimento e equidade. A discussão fundamenta-se em documentos normativos da educação brasileira e em referenciais teóricos relacionados à infância, ao desenvolvimento, à aprendizagem, à ludicidade e à continuidade dos processos educativos. Defende-se que a passagem para o Ensino Fundamental não deve ser compreendida como ruptura ou como simples preparação da criança para a escolarização formal, mas como processo planejado, gradual e compartilhado entre crianças, profissionais, famílias, gestão e sistemas de ensino. A análise organiza a discussão em torno de cinco dimensões articuladas: escuta e protagonismo infantil; aproximação entre as instituições; continuidade pedagógica; participação das famílias; e monitoramento das ações. Argumenta-se que o compartilhamento de registros pedagógicos, o diálogo entre professores, a preservação do brincar, o acolhimento das singularidades e a participação familiar podem reduzir descontinuidades e favorecer experiências mais seguras e significativas. Conclui-se que políticas institucionais de transição contribuem para fortalecer vínculos, preservar direitos, reconhecer trajetórias e promover maior equidade no percurso escolar.

Publicado

2026-08-25

Edição

Seção

Artigos