A EQUIPE DE ENFERMAGEM FRENTE ÀS URGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS: DESAFIOS E ATRIBUIÇÕES NO CONTEXTO HOSPITALAR

Autores

  • Francimar Sousa Marques Universidade Federal do Piauí, Brasil Autor
  • Brígida de Paula Andrade Brito Centro Universitário Fametro, Brasil Autor
  • Higor de Sousa Aquino Centro Universitário Ateneu, Brasil Autor
  • Laiane da Silva Abreu Instituto Camilo Filho, Brasil Autor
  • Iracema Silva do Nascimento Barbosa Centro Universitário Ateneu, Brasil Autor
  • Taís Pereira dos Santos Universidade Federal do Piauí, Brasil Autor
  • Thainná de Rezende dos Santos Universidade de Brasília, Brasil Autor
  • Vládia de Paula Andrade Universidade Federal do Ceará, Brasil Autor

DOI:

https://doi.org/10.46550/vvj2d435

Resumo

O artigo teve como objetivo analisar os fatores que influenciaram a atuação da equipe de enfermagem no atendimento às urgências psiquiátricas em ambiente hospitalar, com base em produções científicas recentes. A temática abordou os desafios institucionais, operacionais, éticos e formativos que atravessaram o cuidado ao paciente em crise psíquica aguda, considerando as especificidades do contexto hospitalar e a complexidade das situações de emergência em saúde mental. Tratou-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, desenvolvida a partir da análise de artigos científicos publicados entre 2020 e 2024, selecionados na base Google Acadêmico. A pesquisa bibliográfica permitiu reunir, comparar e interpretar diferentes perspectivas teóricas sobre a atuação da enfermagem, possibilitando a identificação de padrões, fragilidades e divergências presentes na literatura. Os dados foram organizados e analisados conforme sua pertinência temática, favorecendo a articulação entre os referenciais teóricos e os objetivos propostos. Os resultados indicaram que a atuação da enfermagem em urgências psiquiátricas foi fortemente condicionada pela ausência de protocolos institucionais específicos, pela precariedade da estrutura física, pela sobrecarga de trabalho e por lacunas na formação inicial e continuada dos profissionais. Evidenciou-se que tais fatores contribuíram para práticas centradas no controle da crise, com uso recorrente de contenções físicas e intervenções pouco sensíveis à dimensão subjetiva do sofrimento psíquico. Concluiu-se que a qualificação do atendimento em urgências psiquiátricas depende da articulação entre investimentos institucionais, fortalecimento da formação e valorização de práticas ético-assistenciais pautadas na escuta, no vínculo e no respeito à autonomia do paciente.

Publicado

2026-01-15

Edição

Seção

Artigos