INCLUSÃO NÃO ESTÁ NO JOGO: MEDIAÇÃO, BARREIRAS ATITUDINAIS E FORMAÇÃO DOCENTE EM VIVÊNCIAS UNIVERSITÁRIAS COM TAKKYU VOLLEY
DOI:
https://doi.org/10.46550/69652z74Palavras-chave:
Educação Física; Formação de Professores; Inclusão; Capacitismo; Takkyu Volley.Resumo
Este estudo analisou como vivências com Takkyu Volley (TKV) na formação inicial em Educação Física tornaram visíveis possibilidades de participação, barreiras atitudinais e desafios relacionados à mediação e à constituição docente. Trata-se de estudo qualitativo, descritivo e interpretativo, desenvolvido com 41 licenciandos de duas instituições de ensino superior do interior de São Paulo, Brasil. A produção dos dados envolveu formulário diagnóstico, diário de aula e entrevistas semiestruturadas com oito participantes. O corpus principal foi submetido à análise temática e organizado em três eixos: Postura Relacional, Constituição Docente e Potencial Pedagógico e Limites do TKV. Os resultados evidenciaram que possibilidades de participação coletiva coexistiram com tensões relacionadas à inclusão. Destacaram-se uma manifestação capacitista durante uma das vivências, inseguranças de licenciandos e da pesquisadora diante de situações imprevistas e interpretações distintas sobre uma atividade com restrição temporária da visão. A análise indicou que o potencial inclusivo do TKV não reside apenas em suas características estruturais, mas depende das relações, da contextualização e da mediação pedagógica. Conclui-se que a modalidade pode constituir uma situação formativa relevante ao tornar visíveis barreiras, contradições e possibilidades de reorganização da participação na formação inicial em Educação Física.
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