INCLUSÃO NÃO ESTÁ NO JOGO: MEDIAÇÃO, BARREIRAS ATITUDINAIS E FORMAÇÃO DOCENTE EM VIVÊNCIAS UNIVERSITÁRIAS COM TAKKYU VOLLEY

Autores

  • Isabela Cristina Vizoni Universidade Estadual Paulista, Brasil Autor
  • Luíza de Souza Mangaba Universidade Estadual Paulista, Brasil Autor
  • Rubens Venditti Júnior Universidade Estadual Paulista, Brasil Autor

DOI:

https://doi.org/10.46550/69652z74

Palavras-chave:

Educação Física; Formação de Professores; Inclusão; Capacitismo; Takkyu Volley.

Resumo

Este estudo analisou como vivências com Takkyu Volley (TKV) na formação inicial em Educação Física tornaram visíveis possibilidades de participação, barreiras atitudinais e desafios relacionados à mediação e à constituição docente. Trata-se de estudo qualitativo, descritivo e interpretativo, desenvolvido com 41 licenciandos de duas instituições de ensino superior do interior de São Paulo, Brasil. A produção dos dados envolveu formulário diagnóstico, diário de aula e entrevistas semiestruturadas com oito participantes. O corpus principal foi submetido à análise temática e organizado em três eixos: Postura Relacional, Constituição Docente e Potencial Pedagógico e Limites do TKV. Os resultados evidenciaram que possibilidades de participação coletiva coexistiram com tensões relacionadas à inclusão. Destacaram-se uma manifestação capacitista durante uma das vivências, inseguranças de licenciandos e da pesquisadora diante de situações imprevistas e interpretações distintas sobre uma atividade com restrição temporária da visão. A análise indicou que o potencial inclusivo do TKV não reside apenas em suas características estruturais, mas depende das relações, da contextualização e da mediação pedagógica. Conclui-se que a modalidade pode constituir uma situação formativa relevante ao tornar visíveis barreiras, contradições e possibilidades de reorganização da participação na formação inicial em Educação Física.

Publicado

2026-09-29

Edição

Seção

Artigos